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Investidores internacionais apostam na qualidade das empresas brasileiras

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*Samla Da Rosa e Silva Mesquita

            O relatório anual da Fundação Dom Cabral, “Ranking das Multinacionais Brasileiras” (2015) pesquisou mais de 60 empresas para saber o índice de internacionalização de cada uma. Os Estados Unidos lideram a lista com o maior número de multinacionais brasileiras instaladas no país, seguidos por Argentina, México, Colômbia e Chile. Cerca de 53,2% das companhias participantes iniciaram operações em 2014, enquanto 6,4% saíram de algum país nesse mesmo período.

A força e a qualidade das companhias brasileiras, principalmente das que competem no mercado internacional, chamam a atenção de investidores estrangeiros por acreditarem no público-alvo em potencial: os jovens, consumidores que estão cada vez mais criteriosos nas suas escolhas.

Empresários de várias nacionalidades reuniram-se recentemente em Joinville, Santa Catarina, na feira Expogestão 2016 para discutirem novidades, lançamentos, serviços, produtos, tecnologia e todo o aparato necessário para fazer a empresa multinacional deslanchar no mercado nacional. No encerramento do evento, o palestrante norte-americano Tony Fratto, que já foi vice-secretário de imprensa da Casa Branca, resume que as soluções para os problemas enfrentados devem ser buscadas pelos próprios brasileiros através de ideias inovadoras sem depender do governo.

Superando a crise

O departamento de comunicação das empresas sempre está em um constante processo de aprimoramento e atualização graças às áreas parceiras, como o marketing digital, por exemplo. O crescimento exponencial das mídias digitais e a demanda por trabalhos internacionais indicam uma tendência que ganha força no setor de promoções e eventos, ajudando muitas empresas brasileiras a enfrentar o período de crise econômica no mercado interno.

Traçar estratégias e não trocar os pés pelas mãos pode ser a chave para o sucesso. Para isso, listei alguns itens que não podem ficar de fora quando a questão é ser assertivo nas decisões corporativas:

  1. Elaborar um plano de comunicação de médio a longo prazo, justamente para dar tempo da economia se reconstituir;
  2. Prever relacionamento com funcionários, clientes, investidores, fornecedores e mídia, uma vez que estes fatores são a base para o negócio funcionar corretamente;
  3. Monitorar e observar o mercado para tomar decisões estratégicas;
  4. Buscar postura global, competitiva e inovadora; elas atraem a atenção dos investidores internacionais e isso faz toda a diferença;
  5. Manter contatos. É imprescindível que o networking seja frequente no dia a dia dos empresários que precisam manter as empresas parceiras ou alavancar seu próprio negócio. Chamar para tomar um café nunca sai de moda.

 

Agregando valor

A competição das multinacionais com a indústria brasileira deve ser vista como algo positivo. As empresas internacionais contribuem com o desenvolvimento industrial, emprego, renda, importação e exportação, além de reafirmar a qualidade da indústria brasileira diante dos novos possíveis investidores. É a lei de mercado.

Acreditar no Brasil e na nova geração é o caminho para um futuro corporativo promissor.

 

*Samla Da Rosa é diretora executiva e fundadora da FOCUS Communications – Bruxelas